O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 3ª Promotoria de Investigação Penal Especializada, apresentou denúncia à Justiça contra Floyd L. Wallace Jr. por crimes envolvendo crianças e adolescentes no município do Rio de Janeiro.
A denúncia, formalizada na última quarta-feira, aponta que o acusado atraía e induzia meninas em situação de vulnerabilidade a se envolverem em exploração sexual, oferecendo dinheiro, celulares e outros bens. Segundo a Promotoria, além das vítimas já identificadas, há indícios de que outras crianças ainda não identificadas possam ter sido aliciadas.
O Ministério Público também solicitou a conversão da prisão temporária em prisão preventiva, justificando o pedido pela gravidade dos fatos, pela reiteração das condutas ao longo dos anos e pelo risco concreto de fuga, já que o acusado é estrangeiro.
Relembre o caso
As investigações revelaram que Floyd visitava o Brasil desde 2022 e, em sucessivas viagens ao Rio de Janeiro, buscava adolescentes e crianças em condições socioeconômicas frágeis. Os crimes ocorreram em diferentes períodos de 2022 e 2023, principalmente em imóveis utilizados pelo acusado no bairro Santo Cristo, onde os encontros eram realizados.
A Promotoria ressaltou ainda que o acusado gravava clandestinamente imagens das vítimas com diversos dispositivos eletrônicos, armazenando o conteúdo classificado como pornografia infantil.
O MPRJ denunciou o réu por favorecimento da exploração sexual de menores, estupro de vulnerável, registro não autorizado de nudez e produção e armazenamento de pornografia infantil, crimes previstos no Código Penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
O norte-americano, identificado como youtuber de 30 anos, foi preso em 23 de dezembro. Ele foi localizado por agentes da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav) no bairro da Liberdade, em São Paulo. Conforme as investigações, o suspeito se apresentava em redes sociais como "turista sexual" e "passport bro" — termos associados a pessoas que buscam vantagens sexuais em outros países mediante pagamento.
Fonte: MPRJ


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