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sexta-feira, 19 de julho de 2019

Alessandra Vieira participa de Workshop de Planejamento Estratégico do PSDB Mulher, no Recife



A deputada e presidente estadual do PSDB, Alessandra Vieira, participa nesta quinta (18) e sexta-feira (19) do workshop de planejamento estratégico "Cenário Político Nacional e os Desafios da Representação Feminina”, no Recife. O evento é promovido pelo PSDB-Mulher, em Parceria com a Fundação Konrad Adenauer, e tem como objetivo fortalecer a Executiva Nacional, secretarias estaduais e coordenações regionais.
Primeira mulher a assumir a presidência do partido tucano no estado de Pernambuco, Alessandra deu as boas-vindas às mais de 40 participantes do evento, entre vereadoras, prefeitas e presidentes estaduais da sigla de outros estados da Federação, destacou a importância do evento para o planejamento e execução dos próximos passos do partido e das mulheres no cenário político.
“Nós, mulheres tucanas, temos muito a oferecer ao nosso Estado e ao País, por isso, momentos como este são muito importantes para que, juntas, possamos planejar quais espaços políticos nós queremos ocupar em 2020. Ao saírmos daqui, a nossa missão continua sendo de caminhar com o povo, ouvir as reivindicações do povo e principalmente de abrir os braços para acolher as mulheres que quiserem, assim como nós, trabalhar para a melhoria da qualidade de vida dos pernambucanos e das pernambucanas”, frisou a anfitriã da capacitação.
A Presidente Nacional, do PSDB-Mulher, Yeda Crusius, expressou a sua satisfação de ter a deputada Alessandra como a nova presidente do partido do Estado e compartilhou algumas experiências ao longo destes 20 anos de caminhada da executiva feminina. “A escolha de Alessandra representa um novo momento na história de nosso partido e principalmente nos inspira a continuar buscando por mais espaço, seja na política ou em qualquer outro espaço que nós desejarmos estar,” destacou a presidente ao presentear a parlamentar com o livro “20 Anos de Histórias e Conquistas”.
O evento conta ainda com a participação da prefeita de Lagoa dos Gatos e presidente do PSDB Mulher, em Pernambuco, Judite Botafogo, e da coordenadora do KAS Brasil, Ariane Costa. “O maior desafio de Alessandra em 2020 será o de trabalhar conosco na eleição de novas prefeitas e vereadoras em nosso Estado,” ressaltou Judite ao participar da dinâmica de apresentação da colega de legenda. Em sua programação, extensiva até o final da tarde desta sexta-feira, a capacitação terá palestras sobre Poder e Política no Brasil, oficinas, mesas de debates, dinâmicas e momentos de compartilhamento de experiências.

Fotos: Daniel Bruno























segunda-feira, 24 de junho de 2019

Mulheres da Seleção, vocês foram gigantes e merecem o mundo

Está mais do que na hora de a gente brigar pela valorização do futebol feminino. Vamos juntas?

 (Charlotte Wilson/Getty Images)


No país do futebol o futebol não é para todos. É para os homens.
Há inequidade no mundo inteiro, a gente sabe bem disso, mas no nosso país o furo é mais em baixo. Por que o brasileiro é absolutamente apaixonado por futebol, é a nossa marca registrada – e mesmo assim não existe uma movimentação efetiva para que as mulheres “participem da festa” também.
Somos convidadas só como expectadoras. Somos ensinadas a endeusar os jogadores de futebol, mas não recebemos apoio para praticar o esporte.
Quantas Martas, Cristianes e Formigas já deixaram de ser descobertas? É só parar para pensar em quantas de nós, mulheres, foram incentivadas a jogar futebol na infância. Na educação física, no campinho do bairro, nas escolinhas. Quantas meninas têm uma bola de futebol para chamar de sua?
Esse é o território deles, não é o nosso.
 (Elsa/Equipa/Getty Images)


Até 1979 o futebol era PROIBIDO para as mulheres no Brasil. Quando eram flagradas jogando, as mulheres chegavam a ser encaminhadas à delegacia. Dizia-se que o esforço físico do esporte não era condizente com a condição feminina e que, pasmem, poderia até danificar o útero.
Em 2001, a nossa maior craque da era pré-Marta foi rechaçada por ter raspado o cabelo. Isso porque o Campeonato Paulista, no qual ela jogava, tinha uma cláusula informando que as mulheres deveriam entrar em campo bem arrumadas. A alegação era de que isso aumentaria o interesse do público masculino e que faria o futebol feminino crescer.
Sissi é o nome dessa grande craque. Você já havia ouvido falar dela? Sisleide do Amor Lima era uma gigante em campo, mas fez carreira numa época em que as jogadoras de futebol basicamente só apareciam nas revistas para fazer ensaios sensuais. “Elas batem um bolão” era o trocadilho preferido das reportagens sobre o futebol feminino há bem pouco tempo.
Proibido até 40 anos atrás, reduzido à erotização há menos de 20. Com times de base precários hoje em dia. E com salários absurdamente injustos. Dá para exigir resultado do nosso futebol feminino frente a esse cenário? Não.
E mesmo assim as nossas mulheres brilharam em campo. Fizeram bonito na primeira fase e jogaram de igual para igual com a França. Sendo que, além de estarem competindo em casa, as francesas contam com uma estrutura muito maior do que as brasileiras.
O francês Lyon, por exemplo, é um dos times mais fortes do mundo no circuito feminino. Wéndèleine Renard, a camisa 3 da Seleção Francesa, joga lá e tem um dos maiores salários do mundo dentre as mulheres do futebol.
Todo mundo sabe que os clubes europeus são muito mais fortes do que os nossos e essa não é a questão aqui. O que está em pauta é o fato de que, quando os clubes passam a valorizar o futebol feminino – como acontece na Europa e nos Estados Unidos – isso muda tudo na base. E a gente sabe que a base do futebol masculino é fortíssima no Brasil.
Fora do nosso país o futebol das mulheres também é muito menos valorizado do que o dos homens. Os números das Copas da Rússia e do Catar comparados à da França comprovam isso. Mas, por aqui, as coisas são ainda mais desiguais, por tudo o que já foi citado.
 (Elsa / Equipa/Getty Images)
E é por isso que as nossas jogadoras são gigantes. Mostraram muita garra e fizeram bonito em campo. Valeu a pena torcer!
E, pela primeira vez, a Copa Feminina foi acompanhada por milhões de TVs ligadas em todo o Brasil. Além de Marta, de longe a nossa jogadora mais famosa, agora nós sabemos reconhecer o rosto de um time inteiro de mulheres espetaculares. Mulheres que não são apenas incríveis no que fazem, elas são incríveis fazendo algo que a sociedade nos incentiva a não fazer: jogar futebol.
Elas merecem o mundo. E, definitivamente, elas merecem que a gente comece a brigar pela valorização do futebol feminino. Vamos ao estádio ver as nossas mulheres jogando, vamos incentivar que as meninas joguem bola também, vamos pressionar os endinheirados times da Série A a honrarem o futebol das minas.
No país do futebol o futebol tem que ser para todos.



Publicado no site M de Mulher 

quinta-feira, 30 de maio de 2019

STF decide que grávidas e lactantes não podem exercer atividade insalubre

Norma estava prevista na nova lei trabalhista e foi questionada por uma entidade em 2018. Durante julgamento, relator afirmou que permissão era 'absolutamente irrazoável'.



STF decide que gestantes e lactantes não podem exercer atividades insalubres


O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (29), por 10 votos a 1, que grávidas e lactantes não podem exercer atividades consideradas insalubres.
A ação julgada nesta quarta-feira foi apresentada em abril de 2018 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos.
A entidade questionou um trecho da nova lei trabalhista que permitiu o trabalho de gestantes e lactantes em atividades insalubres, exceto em caso de atestado médico.
A nova lei foi proposta pelo governo Michel Temer e aprovada pelo Congresso Nacional. O trecho questionado pela confederação estava suspenso por determinação do ministro Alexandre de Moraes, e agora o plenário do STF analisou o caso de maneira definitiva.
Durante a sessão desta quarta-feira, Moraes votou novamente a favor de derrubar o trecho. Conforme o ministro, a proteção em relação a trabalho insalubre tem "direito instrumental protetivo" para a mulher e para a criança.
"Não é só a salvaguarda da mulher, mas também total proteção ao recém-nascido, possibilitando convivência com a mãe de maneira harmônica, sem os perigos do ambiente insalubre", acrescentou o ministro.
"É uma norma absolutamente irrazoável, inclusive para o setor de saúde", completou o relator.
Segundo o voto de Alexandre de Moraes, a mulher grávida ou lactante deverá ser realocada para outra atividade ou receber licença, caso a realocação não seja possível.

O entendimento do relator só não foi acompanhado pelo ministro Marco Aurélio Mello.
STF decide que grávidas não podem trabalhar em atividades insalubres

Como votaram os ministros

O ministro Edson Fachin acompanhou o voto do relator, afirmando que a norma prevista na nova lei trabalhista afrontava a Constituição.
Na sequência, o ministro Luís Roberto Barroso afirmou que a redação prevista na lei afrontava "a proteção da maternidade, o interesse da criança e o princípio da precaução". Para o ministro, é direito do trabalhador a redução dos riscos inerentes ao trabalho por meio de normas de saúde.
Em seguida, Rosa Weber argumentou ser "inegável" o avanço da Constituição na proteção da maternidade, acrescentando que a norma prevista na lei implicava em "retrocesso social".
Ao apresentar o voto, o ministro Luiz Fux afirmou que a proteção prevista na lei era insuficiente e a norma, inconstitucional. Para o vice-presidente do STF, a responsabilidade estava recaindo desproporcionalmente sobre a mulher, e as normas previstas estavam desfavorecendo a "plena proteção dos interesses constitucionalmente protegidos" sujeitando as trabalhadoras a "maior embaraço".
A ministra Cármen Lúcia defendeu que a mulher fica em desconforto, pois muitas vezes sequer tem acesso ao médico. “Em tudo desatende o que tinha sido conquistado”, afirmou. “A Constituição vem protegendo a mulher e a criança.”

O ministro Ricardo Lewandowski também votou com o relator. “Estamos claramente diante de uma violação ao princípio da vedação do retrocesso.”
Gilmar Mendes também votou contra o exercício de atividades insalubres por gestantes e lactantes.

Divergência

Durante o julgamento desta quarta-feira, o ministro Marco Aurélio Mello votou contra o pedido da confederação, abrindo divergência em relação ao entendimento de Alexandre de Moraes.
Marco Aurélio iniciou o voto dizendo ser pai de três filhas e acrescentando que duas engravidaram e, depois, amamentaram os filhos.
"Aqui não se discute direito à licença, que geralmente se deixa para tirar até após o parto. Se cogita tão somente da necessidade, se esse for o desejo da mulher, da necessidade de ela apresentar um atestado médico", afirmou.
"Não é desarrazoada essa exigência. É muito fácil conseguir-se atestado médico", acrescentou.

Demais votos

Ministro mais antigo da Corte, Celso de Mello foi o ministro seguinte a votar. O decano afirmou, então, não ter sentido em o Brasil adotar medidas que "hostilizam valores" e "investem frontalmente contra compromissos" assumidos pelo poder público nas últimas décadas.
"O processo de afirmação da condição feminina há de ter, no direito, não um instrumento de opressão, mas, sim, uma fórmula de libertação destinada a banir definitivamente da práxis [prática] social a deformante matriz ideológica que atribuía a dominação patriarcal no odioso estatuto de hegemonia capaz de condicionar comportamentos e de forjar uma visão e mundo incompatível com os valores da República democrática", afirmou.
Último a votar, o presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, também acompanhou o voto do relator Alexandre de Moraes.

Publicado no Portal G1
https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/05/29/stf-decide-que-gravidas-e-lactantes-nao-podem-exercer-atividade-insalubre.ghtml

sábado, 11 de maio de 2019

Jovem é enforcada por evangélico por usar roupas curtas

A jovem foi encontrada em desespero pelas ruas por uma equipe da PM.

Foto: Divulgação


O homem  identificado como Américo A., 60, foi preso na noite de quinta-feira (09) após espancar sua enteada de 25 anos em uma residência que fica localizada em Rio Pardo distrito de Porto Velho (RO). O suspeito foi flagrado ainda com uma arma de fogo.
A jovem foi encontrada em desespero pelas ruas por uma equipe da PM. Ela informou que o padrasto havia a agredido com socos, pontapés  e enforcamentos, a ponto de quase matá-la enforcada.
A jovem contou também que o suspeito tinha uma espingarda na residencia e que quando ela tinha onze anos ele teria tentado estuprá-la, mas não denunciou na época. Os policiais foram na casa com a vítima e o suspeito foi abordado. O idoso confessou o crime e declarou que a motivação seria porque ele é evangélico e a enteada estava usando muitas roupas muito curtas.
O suspeito então recebeu voz de prisão e na residência os militares ainda encontraram uma espingarda calibre 28. O homem foi apresentado na Central de Polícia na capital e esta a disposição da justiça.
Publicado no site Amazoniaquinews
https://amazoniaqui.com.br/jovem-e-enforcada-por-evangelico-por-usar-roupas-curtas/

domingo, 28 de abril de 2019

Mulheres vítimas de ciclone em Moçambique são estupradas em troca de pacote de arroz

Instituto Nacional de Gestão de Calamidades/Divulgação


Vítimas do ciclone Idai que devastou Moçambique e deixou mais de 800 mortos na África estão sendo forçadas a trocar sexo por comida. A denúncia foi feita por uma voluntária da ajuda humanitária à organização Human Rights Watch (HRW). De acordo com a denunciante, mulheres são forçadas a fazer sexo em troca de um pacote de arroz, por exemplo.
Em algumas aldeias, crianças e mulheres estão sem comida há dias. Além disso, líderes das comunidades atingidas estariam extorquindo o dinheiro das vítimas para colocá-las na listagem da ajuda humanitária. “[As mulheres] estão dispostas a fazer qualquer coisa por comida, inclusive dormir com homens que são responsáveis pela distribuição de alimentos”, contou.
Dewa Machiga, representante de HRW na África, disse que o caso deverá ser investigado “imediatamente pelas autoridades” e defendeu a punição para aqueles que estiverem explorando e abusando as mulheres.
A Organização das Nações Unidas (ONU) também investigará o caso, segundo a Reuters. Em comunicado, a ONU afirmou que “tem um política de tolerância zero com exploração ou abuso sexual”. “Não é, e nunca será, aceitável que qualquer pessoa em uma posição de poder abuse dos mais vulneráveis, ainda mais em sua hora de maior necessidade”, disse no comunicado para a Coordenação de Assuntos Humanitários.

Ciclone Idai

Em 14 de março de 2019, o Ciclone Tropical Idai atingiu a costa moçambicana perto da cidade da Beira, trazendo chuvas fortes que deixaram aldeias inteiras alagadas nas províncias de Manica, Sofala e Zambézia, devido à subida das águas.
Segundo a ONU, milhares de pessoas foram deslocadas das suas casas e mais de 1,85 milhões precisam urgentemente de assistência. A maioria são crianças e mulheres.

Publicado no site BHAZ
https://bhaz.com.br/2019/04/27/mulheres-mocambique-estupradas-arroz/

sábado, 27 de abril de 2019

Brasileira de 17 anos leva o ouro em Olimpíada Europeia de Matemática




Se cada ouro olímpico para o Brasil é celebrado como a grande conquista que de fato é, esse outro ouro, numa olimpíada também diferente, merece toda celebração: trata-se do feito de Mariana Bigolin Groff, a jovem gaúcha que ficou em primeiro lugar na 8a Olimpíada Europeia de Matemática (EGMO, em inglês). Aos 17 anos, Mariana conquistou a medalha de ouro em Kiev, na Ucrânia, onde o evento aconteceu entre os dias 7 e 13 de abril.


Mariana e uma de suas tantas medalhas


E nas competições acadêmicas Mariana é uma verdadeira superatleta: a gaúcha já conquistou 28 medalhas em competições nacionais e 5 em competições internacionais. A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas ela já conquistou o ouro 6 vezes, e sua coleção de medalhas se estende para astronomia, informática, química e física.




Mariana já havia declarado que brilhar na competição era seu grande sonho. Ela recentemente deixou a escola pública que estudava no interior do Rio Grande do Sul por uma bolsa em uma escola particular em Fortaleza. Esta é a terceira participação brasileira na EGMO, com 9 medalhas conquistadas ao todo, e uma menção honrosa. Na classificação em grupo, o Brasil acabou em 20o colocado entre 49 países, com uma equipe formada por alunas de todo o país.


Publicado no site Hypeness
https://www.hypeness.com.br/2019/04/brasileira-de-17-anos-leva-o-ouro-em-olimpiada-europeia-de-matematica/?fbclid=IwAR3UUHnXSwO0DXXNy3K_3XwcOn6SqOwGtTUn9elmhrHL219tgxtf1qCsuFs

quarta-feira, 24 de abril de 2019

51% das crianças abusadas sexualmente no Brasil têm de 1 a 5 anos.

69,2% dos casos de violência sexual contra crianças ocorreram em casa e 33,7% tiveram caráter de repetição

Entre 2011 e 2017, foram notificados 184.524 casos de violência sexual no Brasil, sendo 58.037 (31,5%) contra crianças e 83.068 (45,0%) contra adolescentes, concentrando 76,5% dos casos notificados nesses dois cursos de vida. Os dados são de um Boletim Epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde em junho do ano passado. Esta edição da publicação fez uma análise da violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil, no período de 2011 a 2017.
Os dados, que já causam repúdio, ficam mais assustadores quando verificamos o perfil das vítimas. A avaliação das características sociodemográficas de crianças vítimas de violência sexual mostrou que 43.034 (74,2%) eram do sexo feminino e 14.996 (25,8%) eram do sexo masculino. Do total, 51,2% estavam na faixa etária entre 1 e 5 anos, 45,5% eram da raça/cor da pele negra, e 3,3% possuíam alguma deficiência ou transtorno.
Os dados revelam como as crianças brasileiras vêm sofrendo no país. Entre as crianças do sexo feminino com notificação de violência sexual, destaca-se que 51,9% estavam na faixa etária entre 1 e 5 anos, e 42,9% estavam na faixa etária entre 6 e 9 anos. Além disso, 46,0% eram da raça/cor da pele negra, e as notificações se concentraram nas regiões Sudeste (39,9%), Sul (20,7%) e Norte (16,7%).
Entre as crianças do sexo masculino com notificação de violência sexual, destaca-se que 48,9% estavam na faixa etária entre 1 e 5 anos e 48,3% entre 6 e 9 anos, 44,2% eram da raça/cor da pele negra, e as notificações se concentraram nas regiões Sudeste (41,8%), Sul (24,6%) e Norte (12,7%).
Entre as crianças do sexo feminino, a análise das notificações de violência sexual mostrou que 33,8% tiveram caráter de repetição, a residência (71,2%) e a escola (3,7%) foram os principais locais de ocorrência, e 61,0% dos eventos foram notificados como estupro. Entre as crianças do sexo masculino, a avaliação das notificações de violência sexual mostrou que 33,2% tiveram caráter de repetição, e a residência (63,4%) e a escola (7,1%) também foram os principais locais de ocorrência.
Em números gerais, 33,7% dos eventos de violência sexual contra crianças tiveram caráter de repetição, 69,2% ocorreram na residência e 4,6% ocorreram na escola, e 62,0% foram notificados como estupro.
Comparando-se os anos de 2011 e 2017, observa-se um aumento geral de 83,0% nas notificações de violências sexuais e um aumento de 64,6% e 83,2%, respectivamente, nas notificações de violência sexual contra crianças e adolescentes.
É muito importante denunciar qualquer tipo de violência contra crianças e adolescentes. O disque 100 é gratuito e sigiloso. Ligue e denuncie qualquer ato que achar estranho, choro constante de crianças ou hematomas sem justificativa plausível. Muitas crianças não conseguem falar o que estão sofrendo, seja por fatores como a idade, seja por medo, e é importante que os adultos as ajudem.

5º ENCONTRO NACIONAL DE PREVENÇÃO E ENFRENTAMENTO AO ABUSO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES


Conheça alguns Palestrantes confirmados:


















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