quarta-feira, 3 de junho de 2026

Livre brincar deve ser um compromisso coletivo com a infância.


Brincar é um direito humano garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pela Convenção sobre os Direitos da Criança da Organização das Nações Unidas (ONU). Comemorado na última quarta-feira (28), o Dia Mundial do Brincar estimulou atividades por todo país e mais uma vez provocou reflexões sobre a importância das brincadeiras para o desenvolvimento humano, especialmente o das crianças. 

A Agência Brasil conversou com a pesquisadora e professora universitária especialista no tema Sarah Menezes Rocha. Ela é mãe de uma bebê de 1 ano, formadora de docentes e conselheira da Aliança pela Infância, um movimento internacional em defesa da infância e que há duas décadas celebra a data no Brasil.

Em manifesto sobre a importância do brincar publicado nas redes sociais na última semana, a Aliança disse que esta é a principal forma de a criança "existir, se expressar, elaborar sentimentos e compreender o mundo".

A entidade alertou para a importância de reservar tempo para as brincadeiras, em um mundo cada vez mais atravessado por telas. 

"É no brincar livre que crianças se desenvolvem, criam vínculos e se encontram com o outro, desenvolvendo a sua humanidade”, diz o texto da organização. "Brincar é a maneira da criança participar da sociedade, é expressão cidadã e democrática".

Neste ano, as atividades em celebração ao Dia Mundial do Brincar vão até domingo (31). A Aliança pela Infância organizou em seu site uma agenda nacional com atividades em escolas, coletivos, organizações e comunidades por todo o país, como um chamado para que a sociedade se engaje na defesa deste direito. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 30/10/2025 – Crianças brincam em praça da Vila Cruzeiro ao lado de barricadas que foram colocadas para conter avanço de policiais durante a Operação Contenção. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Crianças brincam em praça da Vila Cruzeiro ao lado de barricadas que foram colocadas para conter avanço de policiais durante a Operação Contenção. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Leia abaixo a entrevista
Agência Brasil: O que é o brincar? A senhora pode definir exatamente? E qual sua importância?

Sarah Menezes Rocha: O brincar é a linguagem da própria infância. É a forma como a criança se relaciona com o mundo, com o outro e consigo mesma. Quando a criança está brincando, ela não está apenas passando o tempo, se distraindo, ela está experimentando o mundo ao seu redor, imaginando, ela está ali tendo a oportunidade de criar hipóteses, de sentir diferentes emoções, construir vínculos e também traduzir a cultura.

A gente tem, no Brasil, um brincar tão diverso. Em cada região, há um tipo de brincadeira peculiar. As crianças também são seres produtores de cultura, dentro do que é a grande cultura brasileira.

Agência Brasil: Existe uma idade limite para brincar?

Sarah Menezes Rocha: Não. O brincar nasce da infância, mas a gente carrega ele na nossa vida para sempre. Enquanto adultos, cabe a nós ter essa sensibilidade de poder acessar essa infância dentro de nós. A criança que a gente foi um dia está sempre conosco.

Agência Brasil: O brincar é fundamental na formação humana? 

Sarah Menezes Rocha: O brincar é esse espaço privilegiado de construção do ser humano. Através da nossa brincadeira, a criança aprende a negociar, a esperar, a lidar com diferentes situações e conflitos. O brincar é a centelha da formação humana.

 

Juara (MT), 08/04/2025 – Crianças indígenas brincam com bola na aldeia Pé de Mutum, Terra Indígena Japuíra, do Povo Rikbaktsa. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Crianças indígenas brincam com bola na aldeia Pé de Mutum, Terra Indígena Japuíra, do Povo Rikbaktsa. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Agência Brasil: A Base Nacional Comum Curricular, documento do Ministério da Educação que define o que os estudantes devem aprender, estabelece o brincar como parte do currículo da educação infantil. Como o brincar está sendo aplicado?

Sarah Menezes Rocha: Falando como Aliança pela Infância, há trabalhos maravilhosos sendo feitos dentro de escolas, escolas públicas e em espaços não escolares. Agora, no ensino fundamental, ainda prevalece a visão de que a criança deixou de ser criança.

No contexto escolar, as disciplinas tomam conta desse espaço que antes era tão necessário, tão valorizado, que era o espaço da brincadeira. Porém, o brincar não deve ser periférico no currículo. Ele precisa ser reconhecido.

Existe hoje um risco muito grande de escolher escolarizar precocemente a infância, antecipando conteúdos e cobranças avaliativas, o que atrapalha. A criança precisa desse espaço da brincadeira, inclusive, no ensino fundamental. 

Agência Brasil: As escolas estão preparadas para incentivar o brincar?

Sarah Menezes Rocha: Hoje existe uma pressão grande por desempenho dentro das escolas. E a gente precisa discutir isso com responsabilidade.

Vivemos uma antecipação da lógica produtivista na infância, querendo que as crianças também sejam "seres produtores". Até mesmo crianças bem pequenas, muitas já estão convivendo com excesso de atividades dirigidas, de metas, de estímulos. Em contrapartida, têm pouco tempo para uma experiência livre.

Mas esse problema não nasce na escola, nasce da comunidade. Nós precisamos de um compromisso comunitário e social com o brincar. Estamos falando de ações no ambiente escolar e familiar, mas também de políticas públicas.

Agência Brasil: Como podemos incentivar o brincar, por onde começar?

Sarah Menezes Rocha: A gente pode garantir tempos menos acelerados para as crianças dentro do contexto familiar e escolar. A gente pode valorizar as experiências que as crianças têm ao ar livre; ocupar espaços seguros na cidade, praças, parques; cobrar das autoridades esses espaços com segurança; podemos promover brincadeiras coletivas em casa, no condomínio, além de incluir as crianças sempre.

É preciso ampliar o espaço de escuta, porque as crianças precisam ser ouvidas. Elas sabem dizer como que a gente pode abrir espaço para o brincar de forma livre. O desenvolvimento humano, de forma saudável, ocorre quando a gente oportuniza os espaços para que a criança seja criança.

Fonte: Agência Brasil

Senado aprova projeto que dificulta aborto legal em crianças vítimas de estupro.


O plenário do plenário do Senado Federal decidiu, nessa terça-feira (3), suspender os efeitos de uma resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), de dezembro de 2024, que regulamenta o direito de menores ao aborto legal.

A votação do requerimento de urgência e do mérito do projeto levaram menos de dois minutos. A votação foi simbólica – modalidade em que não fica registrado quais senadores votaram a favor ou contra.

Da deputada Chris Tonietto (PL-RJ) e relatado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), o projeto de decreto legislativo (PDL) 3/2025 foi aprovado na Câmara dos Deputados em novembro de 2025 e agora segue para promulgação.

Por se tratar de um projeto de decreto legislativo, caso seja aprovado pelo plenário, a medida já entra em vigor sem passar pela sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"O Congresso entende que os efeitos da resolução devem ser sustados. O Conanda pode convocar outra reunião para corrigir os equívocos", ponderou Damares.

Resolução

O PDL 3/2025 susta integralmente a Resolução 258, que trata do atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual e da garantia de seus direitos. A norma regula procedimentos já previstos no ordenamento jurídico brasileiro para casos específicos, como gravidez resultante de estupro, risco à vida da pessoa gestante e anencefalia fetal.

Entre as ações previstas na norma, destacam-se o treinamento de profissionais para identificar situações de violência sexual e a garantia de um atendimento rápido, sigiloso e livre de preconceitos. De acordo com o Conanda, a medida reforça a prioridade absoluta do interesse da vítima, garantindo-lhe sigilo, autonomia e o direito de ser ouvida sem sofrer novas violências pelas instituições.

Além disso, define protocolos para a escuta especializada e a notificação dos casos, buscando evitar a revitimização no sistema judicial e hospitalar. O texto proíbe a violência institucional e exige que os profissionais atuem de forma humanizada, respeitando os direitos reprodutivos e o desenvolvimento dos jovens. Também assegura que divergências familiares não devem anular a vontade da criança, garantindo assistência jurídica gratuita para a proteção de seus direitos fundamentais.

Para Damares Alves, a resolução ultrapassa os limites das atribuições do Conanda ao disciplinar temas que dependem de deliberação legislativa. A senadora, que também preside a Comissão de Direitos Humanos (CDH), argumenta que o conselho foi criado para formular diretrizes e acompanhar políticas públicas voltadas à infância e à adolescência, mas não para criar direitos, restringir prerrogativas previstas em lei ou redefinir regimes jurídicos estabelecidos pelo Congresso Nacional.

Fonte: Tribuna do Norte

sábado, 30 de maio de 2026

Comissão aprova projeto que proíbe crianças e adolescentes de divulgarem jogos de azar.


A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe a participação de menores de idade em publicidades de loterias, jogos de azar e de outros produtos cujo consumo é proibido por lei para essa faixa etária.

A proibição vale para qualquer meio de comunicação, seja físico ou digital, abrangendo as plataformas eletrônicas de compartilhamento de vídeos e outras aplicações de internet.

O colegiado aprovou o substitutivo da relatora, deputada Meire Serafim (União-AC), ao Projeto de Lei 3724/24, do deputado Túlio Gadêlha (PSD-PE). A relatora explicou que leis como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que é alterado pelo projeto, e a  Lei 14.790/23  já impedem a participação de menores em apostas, mas deixam a publicidade de fora.

"Embora o consumo e a venda já sejam proibidos, não havia uma regra específica direcionada à publicidade. O projeto vem justamente para proibir essa divulgação em qualquer plataforma digital ou meio de comunicação, garantindo uma proteção mais forte", explicou a deputada.

Infrações e multas

O texto classifica o descumprimento da nova regra como infração administrativa, com multa que varia de R$ 3 mil a R$ 10 mil, e estabelece os seguintes agravantes:
  • a multa será aplicada em dobro caso a infração se repita no período de 12 meses;
  • se a regra for descumprida pela pessoa responsável pelo agenciamento da criança ou do adolescente (como empresários de influenciadores mirins), a multa prevista será multiplicada por 10;
  • se a infração for praticada pela empresa de jogos de azar ou pela fornecedora do produto proibido, a multa prevista deverá ser multiplicada por 100.
Próximos passos

O projeto tramita em caráter conclusivo e segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Mulher é presa após deixar filhos sozinhos em casa por cinco dias.


Uma mulher de 38 anos foi presa por abandono de incapaz, na quinta-feira (28), após deixar os dois filhos sozinhos em casa por cinco dias consecutivos, na cidade de Caravelas, no sul da Bahia.

Segundo a Polícia Civil (PC), as crianças, de 8 e 13 anos, foram encontradas em um ambiente sem higiene, com falta de alimentos, roupas sujas espalhadas e presença de animais em condições inadequadas.

A ação aconteceu após policiais serem acionados pelo Conselho Tutelar do município. A família mora no distrito de Ponta de Areia e a mãe foi localizada na comunidade vizinha de Barra de Caravelas.

Conforme pontuou a corporação, a mulher teria um relacionamento amoroso na região e teria se deslocado para encontrar o companheiro. Ela foi abordada enquanto andava de bicicleta.

Após ser autuada em flagrante, a mãe foi levada para a delegacia da cidade, onde segue à disposição da Justiça. A PC não detalhou se os filhos dela foram acolhidos pelo Conselho Tutelar ou por algum familiar.

Fonte: G1

terça-feira, 26 de maio de 2026

MP instaura inquérito civil para investigar condições precárias do Conselho Tutelar.


Tendo em vista o atual estado do Conselho Tutelar de Maraã, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio da Promotoria de Justiça local, instaurou inquérito civil para apurar as condições precárias de funcionamento da unidade, bem como garantir que o poder público municipal realize as reformas necessárias e forneça equipamentos e insumos adequados para o desempenho regular das atividades.

Durante fiscalização realizada em agosto de 2025, foi identificada precariedade das instalações sanitárias, ponto que exige reforma urgente, além de deterioração da pintura interna e externa, deficiência na iluminação e condições inadequadas de limpeza e salubridade do prédio. Foi constatado, também, que os equipamentos de informática estão ultrapassados ou em mau funcionamento, prejudicando a velocidade e eficiência no registro de denúncias e no acompanhamento de casos de violação de direitos — falhas que comprometem a qualidade do atendimento ao público infantojuvenil.

Segundo o promotor de Justiça Marcos Túlio Pereira Correia Júnior, responsável pela ação, o Conselho Tutelar de Maraã vem enfrentando graves problemas estruturais ao longo dos últimos anos.

“Isso diz respeito à própria precariedade de atendimento de crianças e adolescentes. É necessária uma sala especializada para a oitiva, para o acompanhamento das crianças, além da própria renovação de computadores e veículos utilizados pelo órgão. Para garantir o direito da criança e do adolescente, o Ministério Público instaurou um procedimento extrajudicial para reestruturar esse espaço", reforçou o membro do MP.

Nesse contexto, a Promotoria de Justiça de Maraã expediu ofício aos conselheiros tutelares de Maraã solicitando que forneçam, em até 10 dias, relatório atualizado sobre a situação do prédio e dos equipamentos, informando se houve melhorias recentes ou se as irregularidades ainda persistem. Já a prefeitura possui prazo de 15 dias para comprovar, mediante documentação, as medidas adotadas para solucionar os problemas identificados durante a inspeção.

A medida leva em consideração o art. 227 da Constituição Federal, que estabelece como responsabilidade da família, da sociedade e do estado assegurar à criança e ao adolescente, com total prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.

Fonte: MPAM

Câmara "subiu a régua" para punir violência contra crianças.


O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse nesta 3ª feira (26.mai.2026) que o Legislativo tem “subido a régua” para punir crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes. Acrescentou ser necessário unir penas mais duras com medidas educativas de prevenção. 

Segundo Motta, os crimes estão mais modernos e precisam de uma legislação que acompanhe a evolução. “A Câmara tem subido a régua contra esse tipo de crime, seja no ambiente digital, seja no dia a dia. É tudo muito novo e recente e a Câmara precisa ir se modernizando. Mas o mais importante é que não estamos mais empurrando o problema para frente”, disse na abertura da roda de debate Proteção da Infância: uma agenda suprapartidária no Congresso Nacional.

O deputado defendeu uma legislação rígida, mas afirmou ser necessário “encorajar as crianças” incluindo o tema no currículo escolar para evitar o crime. “Nosso maior desafio não é punir o crime, mas evitar que ele aconteça. Porque depois que acontece, esse trauma fica na vida da criança. Temos que encorajar essas crianças e trazer essa política para o currículo escolar“, declarou. 

O debate sobre a prevenção à violência sexual contra crianças e adolescentes foi realizado pela Folha de S.Paulo, em parceria com o Instituto Liberta, a Childhood Brasil e a Plan International Brasil.

PROJETOS NA CÂMARA

A Câmara aprovou projeto de lei que aumenta as penas para vários crimes de natureza sexual previstos no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Classificou-os como hediondos. A matéria precisa de aprovação no Senado.

O crime de adquirir ou possuir registros (fotografia, vídeo e outras formas) de sexo explícito ou pornografia envolvendo criança ou adolescente passa a ser registro de violência sexual contra criança ou adolescente. A pena, de reclusão de 1 a 4 anos, passa para 3 a 6 anos. 

Já a oferta, troca, transmissão, distribuição ou divulgação de material com registros de violência sexual contra criança ou adolescente passa da pena de reclusão de 3 a 6 anos para 4 a 10 anos.

Outro projeto instituiu o ECA Digital. A proposta virou a lei 15.211 de 2025, apelidada de “Lei Felca”, em menção ao influenciador que ganhou notoriedade nacional em agosto de 2025, depois de publicar um vídeo sobre a exposição infantil em redes sociais.

A legislação apresenta o conceito de “acesso provável“. Isso significa que as plataformas devem cumprir a lei mesmo que declarem em seus termos de uso que se destinam a maiores de 13 ou 18 anos.

Motta disse ter recebido elogios sobre o ECA digital e considerou-o “uma das leis mais modernas do mundo”.

Fonte: Poder 360

terça-feira, 19 de maio de 2026

Governo do Brasil institui a Política Nacional de Prevenção e Combate ao Abuso e Exploração Sexual da Criança e do Adolescente.


Crianças e adolescentes brasileiros contam, a partir desta terça-feira (19/5), com um novo mecanismo de proteção. Com a publicação no Diário Oficial da União, da Portaria nº 836, assinada pela ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, o Governo do Brasil oficializou a Política Nacional de Prevenção e Combate ao Abuso e Exploração Sexual da Criança e do Adolescente.

As ações de prevenção e combate à violência sexual contra crianças e adolescentes serão desenvolvidas na perspectiva da proteção integral, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente. Segundo a norma, as interações e processos de escuta e oitiva com a criança e o adolescente vítima ou testemunha de violência seguirão as definições legais e conceituais da escuta especializada e do depoimento especial.

A portaria lista oito objetivos a serem atingidos pela Política Nacional de Prevenção e Combate ao Abuso e Exploração Sexual da Criança e do Adolescente. Entre eles estão a garantia do atendimento especializado e em rede da criança e do adolescente em situação de exploração sexual, bem como de suas famílias; o aprimoramento da gestão das ações de prevenção e de combate; e o fortalecimento das redes de proteção e combate a estes tipos de crimes.

A iniciativa visa também incentivar a implementação de ações que garantam a responsabilização efetiva dos autores das violências, com celeridade, não revitimização e respeito aos direitos das vítimas e de suas famílias. A medida objetiva, ainda, fortalecer a prevenção de todas as formas de violência sexual e incentivar a constituição de espaços de convivência familiar e comunitária que favoreçam a prevenção, proteção e superação das situações de violência.

ESTRATÉGIAS — Além de listar princípios e diretrizes da política, a norma apresenta uma série de estratégias para garantir a eficácia das ações. Entre elas destacam-se a realização de campanhas públicas permanentes para a conscientização e para mudança de normas sociais, culturais e comportamentais que naturalizam a violência sexual e o aprimoramento da investigação, da responsabilização e da prevenção à reincidência, com celeridade, sem revitimização e por meio de intervenções psicossociais e educativas articuladas com os sistemas de justiça, saúde, assistência social e socioeducativo.

Em outra frente, política buscará fortalecer os mecanismos para denunciar e reportar às autoridades as situações de violência sexual contra crianças e adolescentes; e articular com o setor produtivo e privado medidas de prevenção, proteção e enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes.

Fonte: Gov.Br


Polícia investiga Conselho Tutelar por negligência em caso de maus-tratos contra crianças.


A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar uma possível negligência do Conselho Tutelar após a mãe de três crianças ser presa por suspeita de maus-tratos em Cerquilho (SP), na quarta-feira (14).

A suspeita surgiu depois que uma das crianças, de dois anos, defecou dois preservativos enquanto estava na creche onde estuda. O Conselho Tutelar foi acionado e, segundo a corporação, as conselheiras teriam orientado as funcionárias da unidade a dar descarga e não comunicar o ocorrido às autoridades.

A criança foi levada ao hospital pelas conselheiras, que não permitiram que ela fosse acompanhada pela professora e pela diretora da creche. As investigações apontam ainda que a menina foi liberada da unidade hospitalar e entregue à mãe sem o consentimento da polícia.

Segundo o delegado Emerson Jesus Martins, a mãe já havia sido denunciada anteriormente por maus-tratos contra os filhos, de 2 a 8 anos.

Os policiais foram até a casa da família, no Parque das Árvores, e constataram que as crianças não tinham acesso à água e se alimentavam diretamente no chão da residência, que estava coberto por fezes e outros excrementos.

A Polícia Civil também investiga se um dos menores foi vítima de abuso sexual. As crianças passaram por exames no Instituto Médico Legal (IML) e foram acolhidas pelo Conselho Tutelar.

A mulher foi presa pelos crimes de maus-tratos, estupro de vulnerável e desacato. Ela teve a prisão domiciliar decretada pela Justiça na sexta-feira (15).

Fonte: G1


domingo, 17 de maio de 2026

Comissão aprova novos critérios de idoneidade para candidatos a conselheiro tutelar.


A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que amplia a lista de requisitos de idoneidade moral para candidatos ao cargo de conselheiro tutelar.

Por recomendação da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), foi aprovada a versão da Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família para o Projeto de Lei 2659/24, da deputada Ana Paula Lima (PT-SC).

O substitutivo altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para detalhar as situações que atentam contra a idoneidade moral exigida dos candidatos ao cargo.

Como foi analisada em caráter conclusivo, a proposta poderá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a versão final do texto precisa ser aprovada pelas duas Casas.

Ajustes

Pelo texto aprovado, não poderá ser candidato quem tiver condenação, com decisão transitada em julgado, por crimes previstos na Lei dos Crimes Hediondos; na Lei de Improbidade Administrativa; na Lei Henry Borel; e na Lei do Crime Racial.

A regra valerá para a condenação em decisão transitada em julgado pelos crimes de injúria e de injúria contra criança e adolescente, previstos no Código Penal, e por conduta violenta contra a mulher prevista na Lei Maria da Penha.

Critérios

Segundo o ECA, o Conselho Tutelar é um órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente em cada município ou região do Distrito Federal.

Atualmente, são cinco os integrantes do Conselho Tutelar, todos escolhidos pela população para mandato de quatro anos, permitida a recondução. São exigidos dos candidatos: reconhecida idoneidade moral; idade superior a 21 anos; e residência no município.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Linchamento. Caso do cão Orelha mostra, didaticamente, como funciona o tribunal da internet.


O Ministério Público de Santa Catarina concluiu que o cão Orelha, encontrado debilitado e com ferimentos no dia 4 de janeiro, na Praia Brava, em Florianópolis, não foi vítima de agressão nem de maus-tratos. Ou seja, o animal, cuja morte comoveu o País por ter sido supostamente resultado de espancamento atribuído a adolescentes, morreu em decorrência de uma infecção, e não da alegada violência.

O caso é exemplar de como funciona o tribunal da internet. Ao longo do processo, os pais dos adolescentes acusados pela polícia viveram o inferno das redes sociais, sofrendo todo tipo de ameaça, sem terem como se defender. O tribunal acusa, condena e executa sem apelação.

Nem mesmo os sinais de que a investigação policial estava eivada de erros, omissões e manipulação bastaram para arrefecer o ímpeto dos linchadores virtuais. Ao contrário, parece ter servido para dar notoriedade a seus responsáveis. Por exemplo, o delegado-geral da Polícia Civil catarinense na época, Ulisses Gabriel, aproveitou ao máximo a visibilidade súbita, usando as redes sociais para falar das investigações e para defender a redução da maioridade penal. Gabriel, que é objeto de inquérito civil em razão de sua conduta durante as investigações, trilhou o caminho de tantos outros que ganharam os holofotes por mau comportamento: lançou-se candidato a deputado estadual pelo PL.

Os adolescentes e suas famílias tiveram suas identidades expostas, foram colocados em risco e sofreram danos de difícil reparação. É evidente que foram vítimas de ilegalidades, a começar pela violação de direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), como a preservação da identidade dos menores. Mas não apenas isso: seus direitos constitucionais, como a presunção de inocência, a ampla defesa e o contraditório também foram desrespeitados por autoridades públicas que deveriam protegê-los.

Tudo isso no embalo das redes sociais, o local moderno dos antigos rituais de linchamento. Esse justiçamento promovido por uma massa que se constitui para esse fim dá a quem participa dele o conforto da impunidade. Nenhum dos algozes corre o menor risco, porque a massa é infinitamente superior à sua vítima, que fica completamente à mercê de seus algozes.

O assassinato virtual dos que são acusados de crimes abomináveis, como espancar um cão até a morte (e não um cão qualquer, e sim um cão “comunitário”, que era supostamente cuidado por todos na região), serve como uma espécie de crime “permitido”, perfeitamente justificável, incentivado e até mesmo desejado. Torna-se, dessa maneira, praticamente irresistível, porque dá aos participantes a liberdade total para exercitar seus piores instintos, aqueles que a vida em sociedade obriga a reprimir.

Por fim, mas não menos importante, depois do linchamento cada um dos linchadores vai cuidar de sua vida, com a consciência tranquila: afinal, num linchamento, não é possível dizer quem deu o golpe fatal. É a comunidade quem mata – e, quando até mesmo o poder público participa do linchamento, salve-se quem puder.

Fonte: Estadão

terça-feira, 12 de maio de 2026

Conselho Tutelar funciona em carreta improvisada após interdição de prédio.


O Conselho Tutelar 1 de Planaltina, no Distrito Federal, tem funcionado em uma carreta improvisada desde a interdição da antiga sede por riscos estruturais. Mesmo em condições precárias, os conselheiros seguem atendendo denúncias de violência, abuso, negligência e abandono de crianças e adolescentes no Distrito Federal.


Sem salas reservadas, os atendimentos são realizados em baias, comprometendo o sigilo das vítimas e das famílias. O espaço também enfrenta infiltrações, falta de banheiros e ausência de acessibilidade. Segundo os conselheiros, a estrutura atual dificulta o acolhimento adequado de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

Dados do Distrito Federal apontam mais de 109 mil violações de direitos de crianças e adolescentes registradas no último ano. Entre os principais casos estão negligência, violência física, violência sexual e trabalho infantil. Apesar das dificuldades, os profissionais reforçam que os atendimentos continuam sendo realizados diariamente.

A Secretaria de Justiça e Cidadania informou que a instalação na carreta é temporária e que o processo para locação de uma nova sede definitiva está em fase avançada. O órgão também afirmou que uma nova tenda de atendimento ao público deve ser instalada nos próximos dias.

Fonte: Balanço Geral DF


Comissão aprova regras que definem local de ações envolvendo crianças e adolescentes.


A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 139/26, que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para definir qual juízo deve julgar casos de interesse de pessoas com menos de 18 anos quando os pais moram em cidades diferentes.

Pelo texto, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), a competência será definida pelo domicílio do detentor da guarda unilateral. Nos casos de guarda compartilhada, valerá o local da residência principal da criança ou adolescente. Se não houver uma residência principal, o processo poderá tramitar em qualquer um dos locais onde o jovem resida com os pais ou o responsável.

Atualmente, o ECA prevê como foro competente o domicílio dos pais ou do representante legal ou, na falta destes, o lugar onde se encontra a criança. No entanto, Laura Carneiro disse que a regra é insuficiente para lidar com realidades em que os pais vivem em cidades distintas.

A relatora, deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), recomendou a aprovação da proposta. “A solução atende ao interesse da criança ou do adolescente e se amolda às modalidades compartilhada e unilateral de guarda de filhos, regulando as possíveis situações em que houver mais de um domicílio ou residência envolvido”, argumentou.

Se aprovadas, as novas regras valerão para ações relativas a interesses de crianças e adolescentes, mas não se aplicarão a processos relativos a atos infracionais.

Próximos passos

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, podendo seguir depois diretamente para o Senado, sem precisar passar pelo Plenário da Câmara.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores e, depois, sancionada pela presidência da República.

Fonte: Agência Câmara de Notícias


domingo, 10 de maio de 2026

Idoso de 81 anos é preso suspeito de agredir e abusar sexualmente de enteada de 10 anos.

Um aposentado de 81 anos, residente no sítio Buenos Aires, zona rural de Cajazeirinhas, no Sertão paraibano, foi preso em flagrante pela Polícia Civil de Pombal, na tarde desta sexta-feira (8), suspeito de agredir fisicamente e abusar sexualmente de sua enteada de apenas 10 anos.

O Conselho Tutelar de São Bentinho levou o caso à polícia após denúncia feita pela escola onde a vítima estuda. Professores relataram que a menina apresentava sinais de agressão e que havia sido impedida de frequentar as aulas em dois dias da semana para evitar que as marcas fossem percebidas.

A própria criança narrou que foi espancada com chineladas e obrigada a tirar a roupa, momento em que o idoso praticou abuso sexual contra ela. Tudo aconteceu na residência da vítima, quando a mãe saiu para uma consulta médica.

 Agentes da Polícia Civil se deslocaram até a comunidade e efetuaram a prisão do suspeito, que ficou detido na delegacia aguardando audiência de custódia.

A vítima foi encaminhada para Patos, onde passou por exames de corpo de delito e sexológico, que irão comprovar a extensão das agressões e confirmar a materialidade do crime.

Fonte: Diário do Sertão


‘Mãe de um dia para o outro’ e a prova de que amor de mãe transforma.


Algumas histórias precisam ser contadas e é exatamente esse o caso desta. A catanduvense Mariana Sgargeta, 28 anos, esposa de Daniel Marques e mãe do pequeno Davi, virou mãe literalmente de um dia para outro. Até então, antes de ser mãe de adoção e de coração, ela não tinha filhos – eram apenas ela e o marido vivendo a vida conjugal. Até que o telefone tocou.

“Uma ligação que mudou a nossa visão e o nosso jeito de viver”, diz ela. Do outro lado da linha, representante do Conselho Tutelar explicou que Daniel Marques tinha um irmão de 9 anos de idade e perguntou se eles, Daniel e Mariana, poderiam ficar com ele. “A ligação foi bem clara que eles estavam procurando alguém para ficar com a criança, senão ela iria para o orfanato.”

A história do Davi trazia algo bem familiar com a vivenciada por Daniel, já que o pai deles teve trajetória bem complicada, abandonando os filhos nascidos de relações com mulheres que enfrentavam a dependência química. Foi assim com Daniel e, infelizmente, com Davi.

“A história do Davi é uma história de muita sobrevivência. Um menino tão pequeno, tão novo, que passou por muita coisa. É uma história triste, com um final feliz. Por conta da negligência da mãe, enfiada em drogas, totalmente dependente, vendendo as coisas de casa, ele presenciou várias vezes a mãe tentar tirar a própria vida, brigando com marginais”, conta Mariana.

Ele passou quase 9 anos de vida se alimentando apenas de leite, não foi à escola, não sabia escrever nem mesmo o seu próprio nome aos 9 anos de idade – e tinha muito medo do que poderia acontecer com sua mãe. Tornou-se, também, uma criança viciada no celular, ficando nas telas dia e noite, sem comer ou dormir. Não sabia escovar os dentes, se limpar ou tomar banho.

Diante das dificuldades e internações mal sucedidas da mãe, com outros parentes envolvidos com drogas, o Conselho Tutelar passou a buscar familiares por parte de pai. “Foi quando eles descobriram eu e meu marido, casados, cristãos, pessoas do bem, e não tínhamos filho. Quando eles ligaram pra nós, foi um choque pra mim. É uma notícia que você não tem o que fazer a não ser... Abrace, ame e acolha. Como o seu. Foi isso. Deus me presenteou com o Davi.”

VIDA NOVA

Foi assim que Mariana virou mãe de um dia para o outro. “Eu falo que as mães que geram os seus filhos têm nove meses para se preparar. Eu não tive. Eu não tinha experiência nenhuma em como ser mãe. Mas quando aceitamos a missão de ter o Davi como filho, esse sentimento nasceu, começou a brotar e entendi que eu tinha a missão de cuidar de uma criança de 9 anos.”

Inicialmente o casal pensou que, com essa idade, o garoto não exigiria cuidados de um bebê, mas foi no dia a dia que eles entenderam que, na verdade, ele não sabia nada. Somou-se a isso os problemas de saúde e de crescimento – mostrando que o desafio seria muito grande.

“Nós ensinamos tudo o que ele precisava saber. Colocamos ele dentro da sociedade, do convívio social, da cidadania, de saber ter os direitos e os deveres. Ensinamos a tomar banho, a se alimentar de pouquinho em pouquinho. Ensinamos a ler durante meses, porque a escola não conseguia dar atenção para ele – e com muito esforço ele começou a se destacar na escola.”

De uma criança que não sabia ler ou escrever, Davi foi premiado como aluno destaque e representou a sala na formatura. “O Davi é uma luz, uma bênção. Ele veio para iluminar a nossa vida e ensinar muita coisa, aprendi muito mais com ele do que ele conosco. Ele mudou a nossa história. No início, ele chamava a gente de tia Maria e o Daniel de irmão. Hoje é mãe e pai.”

‘Você não aprende ser mãe, é um instinto’

Mariana Sgargeta diz que não aprendeu a ser mãe, porque isso apareceu como um instinto. Confidenciou, também, que quer ter mais filhos, mas que hoje o Davi é o foco. “Eu sempre quis ser mãe de muitos filhos e acredito que vou ser mãe de muitos filhos, mas a minha missão hoje é cuidar do Davi e Deus colocou isso dentro do meu coração, dentro do coração do meu marido.”

No início, lembra Mariana, o menino até a rejeitou como mãe, o que causou muito sofrimento. “Foi muito difícil, não podia chamar atenção dele, ele batia de frente e me rejeitou, olhava somente para o meu marido, me tirava da jogada e da família. E isso foi me machucando muito, porque além de ter a missão de cuidar do Davi, tive que entender porque ele me rejeitava.”

Orando para Deus, Mariana aos poucos fez com que as coisas mudassem. “Hoje eu falo que ele é meu grude. É mãe aqui, mãe ali. Dias tão difíceis, noites de choro se tornaram alegria. Eu falo que ele é mais parecido comigo do que eu acredito que se eu tivesse um filho.”

Ela afirma que hoje, aos 11 anos, Davi tem personalidade, aprendeu o que é amar e a respeitar. A trajetória da família também teve muito apoio dos irmãos da igreja, que contribuiu para a compra de roupas, brinquedos, uma cama para ele dormir e a mochila da escola.

“Hoje o Davi entende o quanto Deus foi bom com ele, dando uma família, uma nova oportunidade. E eu entendo como Deus foi bom comigo, porque me deu essa experiência de ser mãe de um jeito diferente. Mãe não é somente quem gera no útero. Existe mãe, mãe de oração, mãe de coração, mãe de adoção. Adotei uma criança que não é meu sangue, mas é meu filho.”

Fonte: O Regional


terça-feira, 5 de maio de 2026

Padrasto é preso suspeito de violentar e matar enteada de 3 anos.


Um homem de 24 anos foi preso ontem suspeito de violentar e matar a própria enteada, de 3 anos, em Primavera do Leste, no interior de Mato Grosso.

O que aconteceu

Criança foi levada desacordada para a Unidade de Pronto Atendimento da cidade, com indícios de violência. Uma equipe médica tentou socorrer a menina, mas ela já chegou morta, segundo informou a Polícia Civil do estado.

Médicos notaram sinais de violência sexual no corpo da criança e acionaram o Conselho Tutelar. O órgão chamou a polícia, que foi até o endereço onde a menina morava e encontrou outros indícios que corroboram a tese de abuso sexual. A polícia agora aguarda o resultado do laudo técnico para confirmar se de fato houve abuso e para constatar a causa da morte.

Mãe da criança havia saído para trabalhar e deixou a filha sob os cuidados do padrasto. Quando a mulher já estava no serviço, o suspeito teria feito uma ligação por videochamada para relatar que a criança não acordava. A mãe voltou para casa e levou a filha até a unidade de saúde.

Criança vivia em um ambiente insalubre. Ainda segundo a investigação, a menina era submetida a condições precárias de existência, inclusive com comida estragada. Uma outra criança de 6 anos, que vivia com a mãe e o padrasto, foi entregue aos cuidados do pai biológico.

A mãe foi ouvida em depoimento e liberada em seguida. O padrasto foi preso e deverá responder por estupro de vulnerável qualificado pela morte da enteada se ficar comprovado o abuso.

Por se tratar de um crime sexual, a polícia não divulgou o nome do suspeito para preservar a vítima. O homem, porém, é ex-presidiário, com passagem por tráfico de drogas, e havia deixado a cadeia há cerca de dois meses.

O que diz a lei e como denunciar

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) — Lei nº 8.069/1990 — estabelece a proteção integral e os direitos fundamentais de crianças e adolescentes.

Fonte: UOL