Pai de um aluno registrou um boletim de ocorrência após o filho ser agredido por estudante mais velho dentro de colégio particular, na região norte de Campo Grande. A agressão deixou marcas no corpo do garoto de dez anos, que foi alvo de cinco golpes dados com uma caneca de porcelana.
Conforme o registro policial, o caso aconteceu no período vespertino, em 10 de março. Os alunos estariam treinando tênis de mesa e, após sucessivas derrotas, o estudante do 1º ano do ensino médio teria partido para a agressão física contra a vítima. Informações iniciais são de que o autor das agressões teria TEA (Transtorno do Espectro Autista).
Após perseguir o aluno de dez anos pelos corredores, o garoto teria pegado uma caneca de porcelana e desferido aproximadamente cinco golpes, causando marcas no peito e nas costas. A briga teria sido separada por uma equipe escolar e por pais que estavam no local.
O pai tomou conhecimento das agressões ao buscar o filho no horário de saída do colégio, que o aguardava na sala do diretor. O garoto foi levado para atendimento médico. Posteriormente, o pai retornou à unidade de escolar para busca de esclarecimentos, mas o expediente já havia sido encerrado.
O responsável também procurou o 2º Conselho Tutelar da Região Norte de Campo Grande, onde registrou o caso, e informou que o filho passou por exame de corpo de delito no dia seguinte à agressão.
No documento, o pai informou que solicitou à escola a ata de registro referente à situação, mas nenhuma providência teria sido tomada. Além disso, o responsável também relatou que recebeu a informação de que o adolescente mais velho teria TEA e já teria agredido outro aluno.
Ele não soube informar quais seriam os cuidados com esse aluno, se há professor de apoio ou quais providências a escola tomou, ou tem tomado, para evitar situações semelhantes.
No atendimento no Conselho Tutelar, o pai também demonstrou preocupação sobre novos episódios de violência caso medidas não sejam tomadas. Em resposta, o Conselho Tutelar informou que irá acionar a escola para averiguar a situação.
Ao Midiamax, o pai do aluno agredido relatou que conversou com a direção da escola e que um monitor homem seria colocado para vigiar os intervalos dos alunos.
O que diz o colégio?
O Midiamax procurou a instituição de ensino para pedir uma nota de esclarecimento sobre o assunto, quais providências foram tomadas e se o aluno neurodivegente possui acompanhamento. Confira a nota na íntegra:
“1- Por determinação legal do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), esta instituição de ensino está estritamente impedida de fornecer detalhes, confirmar diagnósticos ou comentar incidentes que envolvam a identidade de seus alunos. A preservação da integridade moral e da imagem de crianças e adolescentes é uma prioridade absoluta e um dever jurídico da escola.
2- O colégio reafirma seu compromisso com a educação inclusiva, fundamentada na Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015). A instituição mantém protocolos de acompanhamento para alunos neurodivergentes, contando com profissionais capacitados e estratégias pedagógicas voltadas ao acolhimento e desenvolvimento individualizado, sempre visando a harmonia do ambiente escolar.
3- Sobre relatos de episódios de conflito, informamos que a escola possui protocolos internos rigorosos para mediação de situações adversas. Todas as ocorrências que demandam intervenção são tratadas diretamente com as famílias envolvidas e, quando necessário, reportadas aos órgãos competentes (como o Conselho Tutelar), respeitando o devido processo e o sigilo que o ambiente educacional exige.
4- O colégio mantém investimentos constantes em segurança escolar, formação docente e programas de conscientização e combate ao bullying, assegurando que todas as suas unidades permaneçam como espaços seguros e propícios ao aprendizado para alunos de todas as idades. Permanecemos à disposição para esclarecimentos sobre nossas políticas gerais de ensino e inclusão.”
Fonte: MidiaMax


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