terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Piloto suspeito de liderar rede de abuso infantil é preso em Aeroporto.


Um piloto de avião suspeito de comandar uma rede de exploração sexual infantil foi preso no aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo.

O que aconteceu

Homem tem 60 anos e foi preso dentro de aeronave, durante o embarque de passageiros, na manhã de hoje. As informações foram inicialmente noticiadas pelo Bom dia SP, da TV Globo, e confirmadas ao UOL pela Polícia Civil. "Tínhamos dificuldade de encontrá-lo porque não sabíamos quando ele ia voar ou não. Pedimos a escala pra empresa e identificamos que ele faria um voo hoje", detalhou a delegada Ivalda Aleixo, diretora do DHPP-SP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa de São Paulo).

O piloto, identificado Sérgio Antônio Lopes, é suspeito de abusar sexualmente de crianças que seriam "vendidas" pela avó, uma mulher de 55 anos, que também foi presa hoje. A mãe de outra criança também foi detida, segundo o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Nico Gonçalves.

Ele participava dessa rede de exploração havia pelo menos oito anos, segundo a Polícia Civil. O homem chegou a pagar um aluguel em troca de imagens de exploração sexual. "Ele mandava pix de R$ 50, R$ 100, chegou a pagar um aluguel por imagens que ele recebia", afirmou Ivalda Aleixo, em entrevista coletiva.

O homem tem filhos de um primeiro relacionamento e é casado pela segunda vez. Segundo a delegada, a esposa não tinha conhecimento dos crimes e está "inconformada".

"Ele [piloto] e a avó estão em prisão temporária. A nossa surpresa foi a outra vítima. Descobrimos na casa desta mãe que ela também sabia o que estava acontecendo. A mãe está sendo presa em flagrante por armazenar e transmitir esse material.
Ivalda Aleixo

Até esta tarde, Sérgio não havia passado por audiência de custódia, informou o TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) ao UOL. A reportagem tenta localizar a defesa do piloto. O espaço segue aberto para manifestação.

Abusos eram cometidos em motéis

Piloto fez ao menos três vítimas, que são irmãs: meninas de 10, 12 e 18 anos — uma delas era abusada desde os 8 anos, de acordo com a polícia. Elas eram levadas a motéis pelo homem, que usava documentos falsos, segundo a polícia. Uma das vítimas foi espancada por ele em um motel na semana passada.

Fonte: UOL

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