quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Empresas têm até fevereiro para apresentar ao governo medidas de adaptação ao ECA digital.


O governo federal deu até o dia 13 de fevereiro para que empresas de tecnologia apresentem as medidas que vêm adotando para se adaptar ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) Digital, nova lei que tem objetivo é ampliar a proteção de jovens em ambientes online.

Antes, o prazo se encerrava ao fim deste mês.

A prorrogação foi anunciada nesta quarta-feira (7) pela ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados), que a justificou dizendo haver complexidade nas exigências legais e, por isso, dificuldades das empresas para consolidar a documentação necessária, especialmente em razão do período de festas de final de ano.
"Segundo os agentes consultados, tais circunstâncias poderiam comprometer a qualidade e a consistência das informações a serem prestadas. Sensível às preocupações apresentadas, a ANPD entendeu que a postergação do prazo constitui medida razoável e proporcional", disse a agência.

O monitoramento às empresas de tecnologia integra uma fase inicial de fiscalização do novo estatuto digital. Nela, o governo visa mapear as iniciativas adotadas por 37 companhias que oferecem produtos ou serviços considerados de acesso provável por crianças e adolescentes no Brasil. Nessa lista, estão Google, Amazon, Meta, TikTok, Spotify, Netflix, Discord, Snapchat e Roblox, Disney, Globoplay, por exemplo.

O que é o ECA Digital

A Lei nº 15.211/2025, sancionada em setembro de 2025, modernizou o ECA para o contexto online e estabelece obrigações específicas para plataformas digitais, aplicativos, jogos e redes sociais. A intenção é prevenir riscos e proteger direitos de menores, por meio de mecanismos como verificação confiável de idade, supervisão parental e resposta rápida a conteúdos ilegais ou inapropriados.

Entre as exigências previstas, destaca-se a necessidade de ferramentas que evitem o acesso ou a exposição de menores a conteúdos prejudiciais, incluindo exploração sexual, violência, jogos de azar e publicidade direcionada. A lei também fixa sanções em caso de descumprimento, com multas que podem chegar a até 10% do faturamento no Brasil, suspensão de atividades e, em casos extremos, proibição de operações no país.

Veja a lista completa de empresas fiscalizadas
  • Amazon
  • AOC
  • Apple Computer Brasil Ltda.
  • Acbz
  • Canonical
  • Crunchyroll
  • Discord
  • Disney+
  • Epic Games
  • Globoplay
  • GOG
  • Google Brasil
  • HBO
  • Huawei do Brasil
  • IBM Brasil
  • Kwai
  • LG Electronics
  • Meta
  • Microsoft
  • Motorola
  • Netflix
  • Panasonic
  • Paramount Entertainment
  • Philco
  • Philips
  • Riot Games
  • Roblox Brasil
  • Samsung
  • Snapchat
  • Sony Brasil Ltda.
  • TCL Semp
  • Telegram
  • TikTok
  • Twitch
  • Valve
  • X
  • Xiaomi
Fonte: MSN Notícias

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