Os profissionais jurídicos ganharam, inclusive, dois dias em comemoração ao seu trabalho. Se comemora o dia do advogado tanto em 11 de agosto, como em 19 de maio.
No entanto, engana-se quem pensa que a criação destas datas ocorreram aleatoriamente, sem um significado específico. O Dia do Advogado não só tem uma história, como impactou uma sociedade promovendo, na época, ações em respeito e consideração aos profissionais.
Clique aqui para receber as notícias do PAT pelo Canal do WhatsApp
O Dia do Advogado, também conhecido como o “Dia do Pendura”, é comemorado no dia 11 de agosto por um motivo muito significativo.
Em 1824 foi promulgada a primeira Constituição Federal do Brasil. Neste período, conta a história que Dom Pedro l, imperador da época, implantou o primeiro curso de direito no país.
Foi, então, em 1827 que duas faculdades de Direito foram inauguradas: Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (SP) e Faculdade de Direito de Olinda (PE). A instituição das primeiras faculdades não é, contudo, anacrônica, mas bastante coerente com o momento pelo qual o país passava. Em 1822, ocorria a “independência” do país em relação a Portugal. As leis antes vigentes, portanto, eram as leis portuguesas, em um aspecto geral.
Clique aqui para receber as notícias do PAT pelo Canal do WhatsApp
Os juristas brasileiros, até então, também formavam-se fora do país – onde, por óbvio, não se estudava a natureza do fenômeno jurídico no Brasil. Após a independência, no entanto, o país precisa desenvolver leis novas. Assim, surgem os códigos brasileiros.
Dessa forma, com a inovação vem também a necessidade de profissionais que estudem a leis brasileiras ao invés de estudarem leis externas. Surge, assim, a necessidade de faculdades de Direito propriamente brasileiras.
A partir do momento em que se passou a comemorar o Dia do Advogado, ele também tornou-se conhecido por “Dia do Pendura” – ou, ainda, o “dia da dor de cabeça” para donos de bares e restaurantes brasileiros. Você sabe o motivo?
Naquela época, o respeito pela profissão era tão grande, que donos de restaurante faziam questão de bancar a conta dos estudantes de Direito.
Os proprietários de estabelecimentos alimentícios convidavam os advogados e também acadêmicos para comemorar a data em seus bares e restaurantes e, pasme, tudo por conta da casa.
Esta prática foi sustentada por muito tempo, até que os cursos de Direito, no Brasil, começaram a crescer de forma vertiginosa e o Pendura foi ficando insustentável, o que levou os convites a chegarem ao fim.
Portanto, neste 11 de agosto, data magna para a cultura jurídica brasileira, é preciso saudar todos os advogados e advogadas que dedicam suas vidas à nobre missão de defender a Justiça.
A data, que celebra a criação dos primeiros cursos de Direito no Brasil em 1827, transcende a mera comemoração de uma profissão. Ela convida a refletir sobre o pilar que a advocacia representa para a sustentação do Estado Democrático de Direito e da Justiça. Ser advogado é ser a voz do cidadão, o guardião das liberdades individuais e coletivas, e o artesão incansável na construção de uma sociedade mais justa e equânime.
A advocacia não é apenas uma carreira, é um múnus público, uma vocação que exige coragem, conhecimento técnico aprofundado, retidão de caráter e, acima de tudo, uma inabalável sensibilidade humana. É a arte de transformar o conflito em pacificação, a incerteza em direito e o silêncio em justiça.
Os advogados são essenciais para a manutenção da Justiça e da Democracia. Eles representam os cidadãos em disputas judiciais, asseguram que os direitos sejam respeitados e trabalham para que a Justiça seja aplicada de forma equitativa e imparcial. Além disso, os advogados têm um papel importante na mediação e resolução de conflitos, promovendo o diálogo e a paz social.
O exercício da advocacia requer não apenas conhecimento técnico das leis, mas também um compromisso ético e moral com a verdade e a justiça. A profissão é regida por um código de ética que estabelece padrões de conduta e exige dos advogados um comportamento exemplar tanto na vida profissional quanto pessoal.
Outra data importante para a história da advocacia e também, em algum grau, comemora-se o “Dia do Advogado”, é 19 de maio, o dia do padroeiro desses profissionais, Santo Ivo (1253/1303), que faleceu neste dia.
O padroeiro foi estudante de direito, já aos 14 anos de idade, na cidade de Paris, e depois em Orleans. Sua preferência era pelo direito civil e canônico, tendo atuado nessas áreas em defesa dos pobres que não tinham condições de financiar as despesas judiciais.
Fonte: Alegrete Tudo
Nenhum comentário:
Postar um comentário