sábado, 26 de julho de 2025

Homem é preso em Manaus por violentar crianças exibindo vídeos.


Um homem de 38 anos, investigado por estupro de vulnerável da enteada de 11 anos e de sua vizinha de 9 anos, foi preso preventivamente em Manaus na quinta-feira (24). A delegada adjunta Rosane Ferreira, da Delegacia de Proteção à criança e ao Adolescente, disse que o Conselho Tutelar acionou a polícia quando soube do caso pela direção da escola onde as crianças estudam. A mais nova contou ter sido abusada sexualmente mais de uma vez pelo padrasto da vizinha.

“A criança se sentiu encorajada em relatar após ouvir uma palestra na escola voltada à prevenção de abusos sexuais. Ambas as vítimas foram ouvidas em escuta especializada na Depca e confirmaram a denúncia da mais nova. Em depoimento especial, a criança de 9 anos contou todos os detalhes sobre o crime”, disse a delegada.

Segundo Rosane Ferreira, a vítima relatou que o crime começou em 2023 quando ela tinha 7 anos, época em que o suspeito era vigilante noturno e ficava sozinho em casa durante o dia. “O homem costumava incentivar a enteada a chamar a amiga para brincar em sua casa. Nas ocasiões, o homem colocava vídeos pornográficos para as crianças assistirem e praticava os abusos sexuais com ambas simultaneamente”, disse a delegada.

Rosane Ferreira disse que a criança afirmou que não entendia que aquilo era errado e, conforme o tempo foi passando, conseguiu compreender a gravidade das práticas e parou de ir até a casa da vizinha, apenas brincava com ela se fosse em sua própria residência.

“A vítima também relatou que tinha medo dele e disse que o homem sempre pedia segredo e oferecia chocolate e outras coisas para que elas ficassem em silêncio”, contou a delegada. Rosane Ferreira disse que o homem uma das crianças havia relatado sobre os abusos para a mãe, mas chegou a desmentir pois via o autor como uma figura paterna e que ela não queria gerar um conflito na família.

“A enteada desmentiu os fatos mas a técnica responsável concluiu que a criança estava com uma fala incompatível para a idade e que havia sinais de que poderia ter sido orientada por um adulto”, explicou a delegada.

“A criança ou o adolescente acaba se sentindo culpada (o) e tem medo também do que vai acontecer com a família depois daquilo. Então, neste caso, foi por meio dos professores e dos conselheiros tutelares que essas vítimas tiveram voz e os fatos puderam chegar ao conhecimento da Polícia Civil”, finalizou a delegada.

Fonte: Blog Amazonas Atual





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