quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Brasil registra média de 66 desaparecimentos de crianças e adolescentes por dia em 2025.


O Brasil registrou 23.919 desaparecimentos de crianças e adolescentes em 2025, o equivalente a uma média de 66 casos por dia, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). O número representa um aumento de cerca de 8% em relação a 2024.

Do total de registros, 61% dos desaparecidos eram meninas e 38% meninos. Em uma pequena parcela dos casos, o sexo não foi informado.

Em números absolutos, São Paulo concentrou o maior volume de ocorrências. Já as maiores taxas proporcionais, considerando a população, foram observadas em estados como Roraima, Rio Grande do Sul e Amapá.

Pela legislação brasileira, é considerada desaparecida toda pessoa cujo paradeiro é desconhecido, independentemente do motivo. Especialistas alertam que parte significativa dos casos envolve fugas temporárias, conflitos familiares ou vulnerabilidade social, mas reforçam a importância do registro imediato para ampliar as chances de localização.

Os dados reforçam a dimensão do problema e a necessidade de políticas públicas contínuas de prevenção, investigação e apoio às famílias.

SP concentra 1 em cada 4 registros de desaparecimento
O número de desaparecidos está concentrado no estado de São Paulo: foram 20.564 desaparecidos no ano passado, o que representa 24% do total no país. Considerando o tamanho da população, o estado com mais desaparecidos é Roraima, com cerca de 80 desaparecimentos por 100 mil habitantes.

Veja o ranking por estado:
  • São Paulo: 20.546 casos (taxa por 100 mil habitantes: 44,59 desaparecidos)
  • Minas Gerais: 9.139 casos (taxa: 42,72 desaparecidos)
  • Rio Grande do Sul: 7.611 casos (taxa: 67,75 desaparecidos)
  • Paraná: 6.455 casos (taxa: 54,29 desaparecidos)
  • Rio de Janeiro: 6.331 casos (taxa: 36,76 desaparecidos)
  • Santa Catarina: 4.317 casos (taxa: 52,73 desaparecidos)
  • Bahia: 3,929 casos (taxa: 26,42 desaparecidos)
  • Goiás: 3.631 casos (taxa: 48,91 desaparecidos)
  • Pernambuco: 2.745 casos (taxa: 28,71 desaparecidos)
  • Ceará: 2.578 casos (taxa: 27,81 desaparecidos)
  • Espírito Santo: 2.421 casos (taxa: 58,66 desaparecidos)
  • Distrito Federal: 2.235 casos (taxa: 74,58 desaparecidos)
  • Mato Grosso: 2.112 casos (taxa: 54,24 desaparecidos)
  • Pará: 1.238 casos (taxa: 14,21 desaparecidos)
  • Maranhão: 1.182 casos (taxa: 16,84 desaparecidos)
  • Rondônia: 1.018 casos (taxa: 58,11 desaparecidos)
  • Amazonas: 982 casos (taxa: 22,72 desaparecidos)
  • Paraíba: 929 casos (taxa: 22,31 desaparecidos)
  • Rio Grande do Norte: 775 casos (taxa: 22,43 desaparecidos)
  • Piauí: 744 casos (taxa: 21,98 desaparecidos)
  • Alagoas: 729 casos (taxa: 22,63 desaparecidos)
  • Sergipe: 728 casos (taxa: 31,66 desaparecidos)
  • Tocantins: 609 casos (taxa: 38,38 desaparecidos)
  • Roraima: 577 casos (taxa: 78,1 desaparecidos)
  • Acre: 413 casos (taxa: 46,7 desaparecidos)
  • Amapá: 408 casos (taxa: 50,59 desaparecidos)
  • Mato Grosso do Sul: 378 casos (taxa: 12,92 desaparecidos)
Fonte: G1

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